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Ceratocone

Ceratocone é uma ectasia corneana não inflamatória e autolimitada, caracterizada por um afinamento progressivo da porção central da córnea. À medida que a córnea vai tornando-se afinada, o paciente percebe uma baixa na acuidade visual, que pode ser moderada ou severa, dependendo da quantidade do tecido corneano afetado.

Muitas pessoas não percebem que têm ceratocone porque ele se inicia, traiçoeiramente, como uma miopização ou um astigmatismo no olho. No entanto, ele pode afetar nossa forma de perceber o mundo severamente, dificultando tarefas simples, como dirigir, assistir à televisão ou ler um livro. Essa patologia ocular pode evoluir rapidamente ou, em outros casos, levar anos para se desenvolver.

O ceratocone inicia-se, geralmente, na adolescência, por volta dos 16 anos de idade (embora tenham sido relatado casos de início aos 6 anos de idade), e raramente desenvolve-se após os 30 anos. Essa patologia afeta homens e mulheres em igual proporção e, em 90 % dos casos, afeta ambos os olhos. Em geral a doença se desenvolve assimetricamente: no segundo olho, o diagnóstico ocorre cerca de 5 anos após o diagnóstico no primeiro olho. A doença progride ativamente de 5 a 10 anos e, então, pode estabilizar-se por muitos anos. Durante o estágio ativo, as mudanças podem ser rápidas.

Em um estágio precoce da doença, a perda de visão pode ser corrigida pelo uso de óculos. Mais tarde, o astigmatismo irregular requer correção óptica com o uso de lentes de contato rígidas, que promovem uma superfície de refração uniforme e melhoram a visão.

O exame oftalmológico deve ser realizado anualmente – ou até com mais frequência –, para monitorar a progressão da doença.

Embora muitos pacientes possam continuar lendo e dirigindo, alguns sentirão que a qualidade de vida foi severamente afetada. Cerca de 20% dos pacientes, eventualmente, necessitam de transplante corneano.

Como se faz o diagnóstico de ceratocone?

A identificação de um ceratocone moderado ou avançado é razoavelmente fácil. Entretanto, o diagnóstico de ceratocone em suas fases iniciais torna-se mais difícil, requerendo uma cuidadosa história clínica, medidas de acuidade visual e refração, além de exames complementares realizados por instrumentação especializada. Geralmente, pacientes com ceratocone têm modificações frequentes nas prescrições de seus óculos em curto período de tempo, o que demonstra que os óculos já não fornecem correção visual satisfatória.

As refrações são continuamente variáveis e inconsistentes. Pacientes com ceratocone  relatam, frequentemente:

  • diplopia (visão dupla);
  • poliopia (visão de vários objetos);
  • visão borrada e distorcida tanto para longe quanto para perto;
  • halos em torno das luzes e fotofobia (sensibilidade anormal à luz) em alguns casos.

Muitos sinais objetivos estão presentes no ceratocone. A retinoscopia mostra reflexo em tesoura. Com o uso do oftalmoscópio direto, percebe-se um sombreamento. O ceratômetro também auxilia no diagnóstico. Os achados ceratométricos iniciais são ausência de paralelismo e inclinação das miras. Esses achados podem ser facilmente confundidos nos casos de ceratocone incipiente.

A redução da acuidade visual em um olho devido à doença assimétrica no outro olho pode ser um indício precoce de ceratocone. Esse sinal é, frequentemente, associado ao astigmatismo oblíquo.

O ceratocone pode resultar em um mapa corneano extremamente complexo e irregular, mostrando, tipicamente, áreas com irregularidades inferiores em forma de cone, que pode assumir diferentes formas e tamanhos. A topografia corneana computadorizada ou fotoceratoscopia pode fornecer um exame mais acurado e mostrar irregularidades de qualquer área da córnea.

Como se classifica o ceratocone?

O ceratocone pode ser classificado conforme sua curvatura ou de acordo com a forma do cone.

1. Classificação baseada na severidade da curvatura

  • discreto: < 45 dioptrias em ambos os meridianos;
  • moderado: entre 45 a 52 dioptrias em ambos os meridianos;
  • avançado: > 52 dioptrias em ambos os meridianos;
  • severo: > 62 dioptrias em ambos os meridianos.

2. Classificação baseada na forma do cone

  • pequeno monte: forma arredondada, com diâmetro pequeno em torno de 5 mm;
  • oval: geralmente, deslocado inferiormente, com diâmetro > 5 mm. É o tipo mais comumente encontrado no exame de topografia corneana;
  • globoso: quando 75 % da córnea está afetada, possui diâmetro maior que 6 mm. É também chamado ceratoglobo e é o tipo de mais difícil  adaptação a lentes de contato.

Quais são as opções de tratamento disponíveis para o ceratocone?

O tratamento do ceratocone depende da severidade da condição.

1. Correção óptica
Inicialmente, os óculos corrigem satisfatoriamente a miopia e o astigmatismo. Entretanto, à medida que a doença progride, a visão não é mais adequadamente corrigida e requer o uso de lentes de contato rígidas para promover o aplanamento corneano e fornecer uma visão satisfatória. Tardiamente, quando as lentes de contato deixam de oferecer boa visão ou há intolerância ao uso de lentes de contato, está indicado o transplante de córnea.

2. Tratamentos cirúrgicos
No Brasil, temos o Anel de Ferrara. O Hospital de Olhos Santa Beatriz oferece a seus pacientes essa cirurgia. Para saber mais sobre o Anel de Ferrara, clique aqui.

Para mais informações, marque uma consulta com

Dr. Daniel Simões

Dr. Bernardo Rocha

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